Uma semana “dura de viver”...
Por mais que se estabeleça uma rotina de obrigações e lazer, somos assaltados por acontecimentos que nos desnorteiam e faz-nos questionar a validade do que somos e do que fazemos.
Os dias nascem e morrem em uma sequencia lógica e indiferente ao que fazemos deles e , nós, humanos (?) vamos conduzindo a vida com bestialidade e inconsequência.
Estou vivendo maus momentos, sim. Não em relação a algo ou alguém., em relação a mim e o que tenho ainda a fazer. Ou fiz.
Um massacre gratuito em uma escola, ceifando vidas, sonhos , famílias;a morte estúpida de uma garotinha angelical; um trabalho exaustivo “jogado fora”abalaram , profundamente, minha saúde física e emocional .
Estou sobressaltada...o coração me pulsa no pescoço com uma velocidade anormal. Não consigo ser indiferente como se essas coisas não me dissessem respeito. Dizem , sim, e não só a mim. A todos nós.
Nenhuma manhã do ano consegue ser mais azul que as manhãs de abril. Um mês luminoso, dourado, onde o outono preenche a natureza de amarelo, símbolo de luz.
Olho para fora e vejo a vida. Uma oferenda preciosa para todos.Quantos de nós se apercebem disso? O que fazemos para merecê-la?






