
E então...
soprou um vento de imensa ventura.
Eu senti meu coração, dourado de sol,
transbordando de amor, transbordante de você...
Olhei seus olhos e me vi neles.
De repente, você tomou-me nos braços, afagou-me a cintura,
recolheu-me em seu peito.
Meu coração inquieto pulsava mais do que o seu...
Faminto, você me colheu como a um fruto!
Sedenta, eu o bebi como a agua!
Você marcou seus dentes em minha carne,
eu escorri minha boca em seu pescoço,
e me perdi...e nos perdemos.
Seus braços tomaram minhas formas,
minha mão desenhou a sua pele,
nossas bocas se uniram e esquecemos o começo e o fim.
depois, quando falamos,
senti que você era realidade em minha vida.
E então...soprou um vento de imensa ventura.
Gizelda
1968- Direto do " tunel do tempo", há 40 anos.
O mais feliz é ter certeza de que vivi esse momento. O mais triste é não conseguir revivê-lo.



