quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

!?...




Verdes e vermelhos...ouro e prata. Perfume de festa no ar...por que , então, meu coração teima tanto em estar tão triste?
Onde foi parar a alegria descompromissada de simplesmente sorrir...de sentir no fundo das alma a inefável sensação de leveza?

Onde foi que me perdi de mim?!...

sábado, 8 de dezembro de 2007

sábado, 1 de dezembro de 2007

Obrigada...



Mais uma vez sua ajuda em minha vida. Obrigada sempre!

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

sábado, 15 de setembro de 2007

Não sei...



Não sei o que quero ou o que não quero.

Deixei de saber querer, de saber como se quer, de saber as emoções ou os pensamentos com que ordinariamente se conhece que estamos querendo, ou querendo querer.

Não sei quem sou ou o que sou.

Como alguém soterrado sob um muro que se desmoronasse, jazo sob a vacuidade tombada do universo inteiro.

E assim vou, na esteira de mim mesmo, até que a noite entre e um pouco do afago de ser diferente ondule, como uma brisa, pelo começo da minha impaciência de mim."

Texto 184 -Livro do Desassossego -Bernardo Soares (F.P.)

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Até quando?



Há dias em que me sinto inconsistente, questionando tudo e todos como se nada tivesse muito sentido...
Porém, como lufadas de ar fresco acontecem manhãs como a de hoje, em que o azul e o amarelo são mais nítidos, têm perfume e, embora não respondam a minhas perguntas me dão a sensação de que o que eu quero está logo ali...tangível, sereno. È só questão de paciência. Saber esperar.

Mas, o que é que eu quero?!!!
E até quando?!...


PS. Hoje,há festa no céu...Pavarotti acabou de chegar.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

INTERVALO





Antefalhei a vida, porque nem sonhando-a ela me pareceu deleitosa.
Chegou até mim o cansaço dos sonhos... Tive ao senti-lo uma sensação externa e falsa, como a de ter chegado ao término de uma estrada infinita. Transbordei de mim não sei para onde, e aí fiquei estagnado e inutil. Sou qualquer coisa que fui. Não me encontro onde me sinto e se me procuro, não sei quem é que me procura. Um tédio a tudo amolece-me. Sinto-me expulso da minha alma.

Assisto a mim. Presenceio-me. as minhas sensações passam diante de não sei que olhar meu como coisas externas. Aborreço-me de mim em tudo. Todas as coisas são, até às suas raízes de mistério, da cor do meu aborrecimento.

Estavam já murchas as flores que as Horas me entregaram. A minha única acção possível é i-las desfolhando lentamente. E isso é tão complexo de envelhecimentos!
A mínima acção é-me dolorosa como uma heroicidade. O mais pequeno gesto pesa-me no ideá-lo, como se fora uma coisa que eu realmente pensasse em fazer.
Não aspiro a nada. Dói-me a vida. Estou mal onde estou e já mal onde penso em poder estar.

O ideal era não ter mais acção do que a acção falsa de um repuxo - subir para cair no mesmo sítio, brilho ao sol sem utilidade nenhuma a fazer som no silêncio da noite para que quem sonhe pense em rios no seu sonho e sorria esquecidamente.

trecho 182, Livro do Desassossego, Bernardo Soares