sábado, 26 de setembro de 2009

Sou um ponto no horizonte...



Sou uma nascente de tanto te querer
Uma solidão no tempo perdida que corre forte.
Sou um pedaço de mim em novo desnorte
Que não se encontra,
Mal se vê.
Sou um manto de poesia fraca e velha
Um canteiro na terra pregado.
Sou um grito de novo chorado
Que não se vê,
Mal se encontra.
Sou um ponto no horizonte dos sonhos
Uma voz, ternura à deriva e tontura.
Sou uma canção que entre ti e mim ainda perdura
Mas não se encontra
e mal se vê.
Sou um rosto de desejo, de sorriso menino
Uma flor deitada sobre o teu leito.
Sou este embriagado vagabundo e desfeito
Que mal se encontra
E está cansado de se ver!


Pedro Branco ...porque a poesia transborda em seus textos, sempre.

4 comentários:

  1. João Carlos Macruz26 de setembro de 2009 18:51

    Com as escusas do simplismo: simplismente maravilhoso!

    Beijo.

    ResponderExcluir
  2. Gizelda

    apenas para esclarecer: faltaram as "aspas" na palavra "simplismente" (termo que não existe,claro), sobre a qual pretendi fazer um trocadilho.

    Reitero: post maravilhoso!

    Beijo e ótimo domingo.

    ResponderExcluir
  3. João...

    Concordo com vc: maravilhoso. Mas isso é lugar comum em tudo o que ele escreve.

    Obrigada por vir aqui.

    Bjs.

    ResponderExcluir